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Os smartphones que mais emitem radiação, segundo um órgão federal da Alemanha
13/03/2018 - 13h13 em Tecnologia

O smartphone que você carrega de um lado para o outro, sempre no bolso, na mão ou encostado na sua cabeça, do lado da sua cama ou debaixo do travesseiro durante a noite, é um pequeno emissor de radiação que, há anos, mexe com a curiosidade de cientistas.

 

Afinal, nenhum estudo publicado até hoje conseguiu concluir com certeza se o nível de radiação emitido por smartphones faz mal ou não para o ser humano. Ainda assim, algumas agências regulatórias pelo mundo catalogam essa informação.

É o caso do Ministério da Proteção contra Radiação (BfS, na sigla em alemão), um órgão federal da Alemanha que alimenta um extenso banco de dados, publicamente acessível, de smartphones vendidos oficialmente no país e a radiação emitida por eles.

 

 

 

O instituto de pesquisa Statista elaborou um infográfico que mostra quais smartphones emitem mais radiação, de acordo com as análises do BfS sobre a taxa de absorção específica (SAR, na sigla em inglês), um método utilizado mundialmente.

 

A taxa de absorção específica estabelece um valor, medido em watt por quilograma, de radiação absorvida por tecido biológico. Ou seja, esse número expressa quantos watts de radiação eletromagnética são absorvidos a cada quilo do corpo humano.

Maior estudo já feito não conclui se uso de celular causa câncer

O debate sobre possíveis danos causados pelo uso de telefones celulares na saúde humana não é recente. Agora, depois de passarem quase de duas décadas pesquisando se celulares causam ou não câncer, pesquisadores do Instituto Toxicológico Nacional dos Estados Unidos não conseguiram chegar a uma conclusão definitiva.

 

Ratos machos que foram expostos à radiação causada pelos celulares tiveram um pequeno aumento na incidência de tumores no coração e no cérebro. Mas as fêmeas não. Em um segundo estudo, camundongos machos e fêmeas não sofreram problemas de saúde quando expostos à essa radiação.

 

Mesmo no caso dos ratos que desenvolveram câncer, o estudo não chega a determinar um risco no uso de celulares. Eles foram expostos à radiação de radiofrequência em uma quantidade muito superior à que um usuário frequente de celular recebe ao longo da vida inteira.

 

Por outro lado, os pesquisadores detectaram sinais de danos no DNA dos animais, o que eles não imaginavam ser possível com exposição à radiação por radiofrequência. E eles também viveram mais e tiveram uma redução significativa de incidência de um tipo de doença nos rins.

 

Os cientistas dos EUA reconhecem que os dados são inconclusivos. Eles dizem que não há como garantir que os danos no DNA foram causados pela radiação dos telefones celulares ou por outros fatores.

A radiação de celulares pode fazer mal?

Cada vez mais populares entre usuários de todas as idades, os celulares chegam a se tornar um vício na vida de algumas pessoas. O que muitas delas não pensam, no entanto, é no número de riscos que esse tipo de dispositivo pode trazer.

 

Nos últimos anos, os médicos têm se mostrado cada vez mais preocupados com possíveis ligações entre o uso constante de celulares e os riscos de desenvolvimento de câncer. "Nas últimas décadas foi realizado um grande número de pesquisas para analisar se as ondas de rádio frequência (RF) colocam em risco a nossa saúde", explica Emilie van Deventer, diretora do Programa de Radiação do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes da Saúde da Organização Mundial da Saúde.

 

Van Deventer conta que as pesquisas procuram entender se existem efeitos adversos do uso de celulares, torres de telefonia e conexões Wi-Fi ao ser humano e também ao meio ambiente. No entanto, até agora os resultados foram ambíguos.

 

 

 

Radiofrequência

 

As ondas de radiofrequência dos celulares são "uma forma de radiação não-ionizante", de acordo com a Sociedade Americana Contra o Câncer. A organização explica que as ondas não são fortes o suficiente para causar câncer, mas a OMS afirma que há riscos potenciais na exposição a longo prazo, especialmente relacionados a tumores na cabeça e pescoço.

Olhar Digital

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