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Sob a sombra de Temer e sem vice, Meirelles é lançado pelo MDB
03/08/2018 10:13 em Politíca

Convenção nacional da legenda não determinou candidato a vice.

Com a apoio de Michel Temer (MDB), o economista Henrique Meirelles obteve a posição favorável da maioria dos delegados da Convenção Nacional da legenda, realizada nesta quinta-feira (2) em Brasília. A agremiação ainda não definiu nome para um possível candidato para ser o vice, ainda que o nome da senadora paulista Marta Suplicy esteja sendo cogitado. 

Temer esteve presente na convenção, atitude inédita no período pré-eleitoral, já que há uma tentativa de descolar a imagem de Meirelles do atual presidente, que tem altos índices de rejeição. Em carta enviada aos filiados do MDB dias antes da Convenção, o atual ocupante do Planalto indicou o economista como continuador de seu governo. 

“Recentemente, lançamos o documento Encontro com o Futuro – a sequência de tudo que já foi feito. O MDB sabe o caminho da política e já mostrou isso. O chamamento do MDB a Meirelles é a busca de se unir a boa política com a eficiência econômica”, diz trecho do documento. 

Meirelles afirmou que em um governo conduzido por ele buscaria um “pacto pela confiança”. Indiretamente, reforçou, de um lado, a linha de continuidade com Temer e,de outro, sua experiência em instituições financeiras.

“O fundamental é resgatar a confiança no Brasil, adotando a política econômica correta para crescer e depois levar adiante uma agenda de reformas. Já apresentamos 15 propostas ao Congresso Nacional que serão prioridade de nosso governo”, afirmou. 

Entre as 15 propostas a que se referiu, enviadas pelo atual governo ao Parlamento, há medidas como a autonomia do Banco Central e a privatização da Eletrobrás. 

Dentre 419 delegados, Meirelles obteve o apoio de 357. Houve 56 contrários e seis em branco. O senador alagoano Renan Calheiros foi um dos principais nomes da oposição ao candidato de Temer. Um dia antes da Convenção, postou vídeo criticando a atual política econômica, desenhada por Meirelles.

“Massacre dos programas sociais, de ciência e tecnologia, de saúde, flexibilização dos direitos do trabalhador, com mais precarização. Mais dificuldades para as mulheres. Declínio do PIB. Nossa economia não consegue se levantar. Vejo agora o slogan "Chama o Meirelles" e fico me perguntando: chamá-lo por que?”, questiona. 

Outro ponto de crítica de Calheiros ao nome de Meirelles é seu baixo desempenho em pesquisas eleitorais. O economista não consegue ultrapassar 1% das intenções de voto. 

Edição: Juca Guimarães - Brasil de Fato

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