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TEM ALGO ERRADO: Não dá para entender que um botijão de gás de cozinha custe na Petrobras R$ 25,07 e seja revendido em MT por até R$ 12O
07/11/2018 13:54 em Cidades

É uma conta que não bate e fica difícil de explicar às pessoas leigas (aliás, a esmagadora maioria dos consumidores) por que um botijão de GLP, mais conhecido como gás de cozinha, custa nas refinarias R$ 25,07 e seja revendido pelas distribuidoras em Mato Grosso por valores que variam de R$ 95, chegando a R$ 115 e 120 ou até mais, dependendo da cidade. 

Com aumentos que ultrapassam 400%. Em suma, salvo melhor juízo, um verdadeiro crime contra a economia popular. Enquanto os “barões” do gás, que comandam grandes oligopólios no país, expandem suas fortunas bilionárias em detrimento da população espoliada.

 

Por mais que se alegue que os impostos são altos (e de fato são!) ou que o preço do transporte encarece o produto, nada disso justifica a brutal diferença entre o custo do gás em sua fonte de produção e o preço exorbitante repassado na ponta, ou seja, na parte mais frágil e sacrificada dessa cadeia econômica: os consumidores desprotegidos à mercê de serem explorados por grupos gananciosos.

O preço cobrado pela  Petrobras em suas refinarias sofreu recente majoração de 8,5%, o que elevou o botijão para R$ 25,07, um reajuste de R$ 1,97 por botijão. No ano, a alta acumulada é de 2,8%. 

Desde janeiro, a estatal reajusta o botijão de gás trimestralmente. Em janeiro e abril, os valores foram reduzidos e em julho, elevado. 

"A desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP foram os principais fatores para a alta. A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%", informa a Petrobras. 

A empresa ainda argumenta que a metodologia de reajuste trimestral tem o objetivo de suavizar os impactos da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos. A Petrobras ressalta ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconhece que o preço do produto para uso doméstico deve ser "inferior" e "diferenciado" aos praticados para o GLP com outras finalidades pelo seu "interesse para a política energética nacional".

Todavia, essas recomendações, pelo jeito, não servem ou não são obedecidas em Mato Gosso, Estado em que o preço do gás de cozinha está entre os mais caros do país.

 

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