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Ábaco empresa do presidente da Fiemt é investiga pelo MP e PC há 6 meses.
01/03/2018 09:05 em Cidades

Empresa faturou mais de R$ 17 milhões em contratos no Estado.

O Ministério Público Estadual e a Delegacia Fazendária abriram há seis meses um inquérito para investigar as licitações e contratos da empresa Ábaco Tecnologia de Informação, que tem sede em Cuiabá. A devass foi proposta no dia 20 de julho de 2017 e tramita em sigilo na Sétima Vara Criminal sob a responsabilidade da juíza Selma Rosane Santos Arruda.

Ainda não há informações detalhadas sobre a investigação comandada pela promotora Ana Cristina Bardusco Silva. A ação, no entanto, dados do sistema do Tribunal de Justiça informa que o inuérito tem relação com os artigos 89 a 98 da Lei Geral de Licitações 8.666/93.

Os artigos descrevem os ilícitos de dispensa de licitação sem as hipóteses previstas em lei, fraudar licitação mediante combinação de resultados, impedir realização de processo licitatório, afastar outras empresas interessadas no negócio por meio de ameaça e violência, fraudar licitação para aquisição de bens e mercadorias etc. De acordo com a legislação, em caso de condenação nos dez artigos descritos na investigação, os representantes da Ábaco podem pegar até 32 anos de reclusão além de serem condenados ao pagamento de multa.

FOLHAMAX realizou um levantamento no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças de Mato Grosso (Fiplan-MT) e constatou que, nos últimos 10 anos, a Ábaco faturou pelo menos R$ 17.078.024,89 milhões dos cofres públicos estaduais. Só na gestão Pedro Taques (PSDB) esse valor foi de R$ 3,03 milhões.

DELAÇÃO DE NADAF

A empresa Ábaco tem como um dos sócios o atual presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Jandir José Milan. Ele foi citado na colaboração premiada do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf.

De acordo com o ex-secretário, Milan entregou ao ex-governador Silval Barbosa (sem partido) um envelope com R$ 400 mil de doação ilegal na campanha de 2010. Na época, Jandir atuava como um dos coordenadores da campanha do adversário de Silval, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).

 

Nadaf explicou que Milan lhe disse que a doação para Silval seria "acender velha para dois santos". O empresário nega que tenha feito qualquer tipo de repasse e trata a declaração dada por Nadaf como loucura.

Folhamax

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