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Cabidão do TCE: Antônio Joaquim emprega filha e nora de Antero P. Barros
10/06/2016 08:48 em Politíca

O Presidente do TCE, Antônio Joaquim, garantiu emprego em cargo de comissão para vários figurões da política mato-grossense, entre eles os parentes de seu ex-correligionário no ninho tucano, o jornalista e marqueteiro oficial do governador, Antero de Barros.

A filha de Antero, Patrícia Paes de Barros, aparece no cabidão do TCE com o exorbitante salário de R$ 29 mil reais - maior que de Ministro do Supremo. Além de Patrícia, a nora de Antero, Denise Suszek da Silva, casada com o filho Ranulfo Paes de Barros, está empregada em cargo comissionado no Tribunal de Contas com Salário de R$ 10,6 mil.

O próprio Ranulfo, filho de Antero, foi demitido do TCE em 2008 após denúncias de nepotismo cruzado. Agora, porém, para disfarçar a ciranda dos cargos no órgão, colocou a nora.

Antero é um dos jornalistas mais influentes em Mato Grosso, já foi senador e hoje tem contratos no TCE, Prefeitura de Cuiabá, Tribunal de Justiça e outros órgãos públicos. Levantamento parcial feito pelo Muvuca Popular aponta que somente no governo do estado comandado por seu cliente Pedro Taques, Antero recebe através de 5 empresas e 3 CNPJ’s diferentes.

O apetite do jornalista tucano é grande, a ‘A Produtora Filmes’, por exemplo, recebe mais de R$ 70 mil reais mensal somente no TCE. A empresa foi fundada por Antero em 2008 e hoje está em nome de seu ex-assistente e motorista, Alecsander Moura, que trabalhou no Senado com Antero e na campanha de Pedro Taques em 2014 a serviço de Antero. Os contratos das empresas de Antero em todos os poderes é estimado em mais de meio milhão mensal, sendo que somente seu blog recebe mais de R$ 80 mil/mês dos poderes.

Dentro do TCE, o principal responsável pelo naco do dinheiro público escoado para as empresas do jornalista tucano é o Secretário de Comunicação, Américo Correa, outro que vive pendurado em cargo público e é homem de confiança do Presidente Antônio Joaquim desde que o Conselheiro foi Secretário do Extinto DVOP, no governo Dante.

Antes de ser contratada pelo TJMT, Tamara Moschini Moraes, filha de Antônio Joaquim, juntamente com sua irmã, Taísa Moschini Moraes, já foram noticia, pois exerceram cargo em comissão no gabinete de seu pai, o conselheiro Antônio Joaquim, até serem exoneradas, depois de denúncias. Hoje Tamara Moschini Moraes, filha de Antônio Joaquim trabalha na produtora de Antero, uma troca cruzada de favores políticos e financeiros envolvendo dinheiro público. 

PS. A primeira licitação onde entrou a A Produtora (ligada a Antero) foi realizada pelo Instituto Creatio que fechou por falcatruas e até hoje nada foi investigado. No corpo de jornalistas constava dois jornalistas ligados a Antero. Além disso, uma bancada interna do TCE "analisava" as propostas desclassificando as empresas pela melhor proposta antes do menor preço. 

PS². O antigo endereço d´A Produtora é Av. Gal. Mello, 351, coincidentemente o mesmo endereço de Preto no Branco, o jornal eletrônico que o Antero tinha.

fonte: muvuca popular

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