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Taques não concede RGA ao funcionalismo, mas ao mesmo tempo beneficia empreiteiras.
10/06/2016 09:25 em Politíca

Taques diz que não está preocupado com a opinião pública para conceder RGA ao funcionalismo, mas ao mesmo tempo beneficia empreiteiras.

 

Taques diz que não está preocupado com a opinião pública

O governador Pedro Taques não está preocupado com a greve dos servidores. Pelo menos é isso que deixou claro seu primo e chefe da Casa Civil, Paulo Taques, em entrevista ao jornal Diário de Cuiabá. Com essas declarações, os Taques deixam claro que estão dando de ombros para os problemas do funcionalismo e nem um pouco preocupado com os efeitos da greve geral no estado.

“A greve atinge o cidadão mato-grossense que precisa do serviço público. Então, eu concordo que se trata do momento mais difícil do nosso governo até agora, mas nós estamos enfrentando com a importância, seriedade e a firmeza que esse momento merece, mesmo diante do desgaste”, frisou o secretário tentando jogar a opinião pública contra os servidores.

De acordo com ele, o governador Pedro Taques (PSDB) está tratando a situação de forma tranquila, tendo em vista que tem pautado as suas decisões na realidade em que vive o Estado atualmente. 

“O governador Pedro Taques não esta preocupado com o desgaste. Ele é um governante que não tem olhos voltados para o seu desgaste. Nós entendemos que, se um governante toma suas decisões avaliando se a decisão vai ser boa no sentido de ter aceitação pública, ele está fadado a tomar decisões prejudiciais ao governo e ao cidadão”, enfatiza. 

Para Taques foi a preocupação com a opinião pública que levou o Brasil a entrar nesta crise econômica. 

“O momento em que nós vivemos com a crise do governo federal eu atribuo ao fato de a presidente afastada Dilma ter governado com olho mais voltado para as pesquisas de opinião pública. Ela tomou decisões, ou não tomou decisões, pensando naquilo que a opinião pública poderia avaliar dela”, alfinetou. 

Desta forma, o secretário afirma que o Executivo não irá amolecer no que diz respeito à negociação acerca do pagamento da RGA. Em resumo, não irá pagar e pronto. Isto porque, segundo ele, Mato Grosso não tem condições orçamentárias e financeiras para pagar a integralidade do reajuste, como reivindicam os servidores. 

Taques 'dá banana' para servidores e transfere R$ 300 milhões para empreiteiras.

Taques 'dá banana' para servidores e transfere R$ 300 milhões para empreiteiras

O governo do estado abriu neste sábado (04) orçamento fiscal com crédito suplementar por anulação de recursos de todas as fontes no valor de R$ 109,5 milhões para a Secretaria de Infraestrutura e Logística do estado, com esse repasse o montante suplementado à Sinfra nos últimos 30 dias chega a próximo de R$ 300 milhões, sendo que durante a viagem do governador Pedro Taques (PSDB) para os Estados Unidos mais R$ 150 milhões foram transferidos para a pasta, além, de repasses menores de R$ 10 milhões.

Ao ‘bombar’ a Sinfra com recursos que seriam suficientes para pagar o RGA, o governo garante o pagamento dos empreiteiros que tocam as obras do Pró-estradas, programa licitado e iniciado ainda no governo Silval Barbosa e que não sofreu nenhuma alteração diante das auditorias realizadas por Taques quando assumiu o poder.

O repasse suplementar também revela que dinheiro em caixa tem, e reforça o argumento dos sindicalistas de que o governo não está pagando o RGA por ‘birra’.

O gesto mostra que Taques está de olho nas eleições municipais que se avizinham, e como o Muvuca Popular antecipou, ele fez uma proposta inaceitável, com a tese de que seria a única proposta possível, para dar uma satisfação ao eleitorado e colocar a opinião pública contra o funcionalismo, taxando-o de radical e usando depois a justiça para decretar a greve ilegal.

A radicalização de Taques para com os servidores chegou a tal ponto que, mesmo se o governo deixasse de fazer os repasses suplementares e resolvesse pagar agora, não conseguiria atingir o objetivo político de recompor sua principal base, já que está jogando pesado contra aqueles que mais contribuíram para sua eleição, inclusive fazendo terrorismo ameaçando cortar ponto, multando e usando a justiça, num confronto aberto que substituiu o diálogo. Forçoso lembrar que a própria justiça teve várias suplementações este ano.

Com os repasses suplementares Taques também pratica uma manobra orçamentária, conhecida como ‘pedalada fiscal’, já que mexe na LDO 2016 aprovada pelos deputados tirando recursos de uma área para alocar em outro.

No caso da presidente Dilma, ela foi afastada do cargo por tirar recursos de algumas áreas para pagar o bolsa família. A pedalada de Taques é menos popular, e tira recursos de todas as outras áreas para pagar empreiteiros. O gesto seria suficiente para abrir um processo de cassação de mandato aos moldes do que aconteceu com a petista.

Ao não pagar o RGA o governo ‘economiza’ pelo menos R$ 600 milhões para distribuir como quiser nesses 6 meses que faltam para encerrar o segundo ano de gestão.

fonte. Muvuca Popular

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