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Empresárias são investigadas por golpes praticados contra idosos semi-analfabetos
10/04/2019 09:05 em Cidades

Duas empresárias, identificadas como Claudineia Pereira Santana e Cleice da Silva Moraes, foram presas na segunda-feira (08), pela Polícia Civil de Poxoréu (251 km de Cuiabá). Elas são investigadas por uma série de golpes de estelionatos praticados contra aposentados e pensionistas no município.

Consta do pedido de medidas cautelares 12 vítimas idosas tiveram empréstimos consignados contraídos sem que usufruíssem dos valores ou tivessem dado permissão. Outras vítimas também já procuraram a polícia.
 
Na segunda-feira (08), a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, na empresa e em três endereços residenciais. As suspeitas tiveram cumpridos medidas cautelares cumpridas de monitoramento eletrônico (tornozeleira), recolhimento domiciliar noturno, suspensão das atividades da empresa, e não se aproximar ou entrar em contato com as vítimas.
 
Na casa de uma das suspeitas foram apreendidas uma arma de fogo (revólver), além de documentos apreendidos nos locais das buscas.
 
As ocorrências foram registradas entre 2018 e 2019 e todas as vítimas informaram que tiveram os cadastros usados para empréstimos em folha realizados pela empresa, denominada Real Cred Soluções Financeira (razão social Morais e Santana LTDA), localizada na Rua São Paulo, 418, centro.
 
Segundo a apuração, os valores variam de R$ 1 mil a quantias acima de R$ 14 mil. As vítimas são todas semi-analfabetas que narram terem sido procuradas pelas suspeitas para realizar cadastro para aprovação de empréstimos, casos necessitassem. Outras contam que chegaram a contrair o empréstimo em folha, as parcelas eram acima do acordado ou mesmo devolveram os valores, mas os débitos continuaram na folha.
 
O inquérito policial tramita na Delegacia da Polícia Civil de Poxoréu, presidido pelo delegado Bruno de Moraes.
 
Em nota, a empresa informou que preza pela “honestidade, seriedade e confiabilidade”. Além disto, pontua que não sabe o motivo desta denúncia ter acontecido e que elas foram ouvidas e liberadas pela Justiça.
 
A empresa ainda pede que informações caluniosas deixem de ser divulgadas e que a mídia está se aproveitando para difamá-las e que não conhece toda a história. A nota termina com um pedido de “mais amor e respeito ao próximo”.

 

Olhar Direto.

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