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Ato contra cortes na Educação reúne cerca de 5 mil pessoas
16/05/2019 08:24 em Educação

Protesto tem a participação do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso.

Estudantes e professores se reuniram na tarde desta quarta-feira (15), na Praça Alencastro, para protestar contra o contingenciamento de recursos para a Educação, anunciado na semana passada pelo Governo Federal.

 

O protesto - que também acontece em vários municípios brasileiros - reúne em Cuiabá pelo menos 5 mil estudantes das redes municipal, estadual e federal, segundo a Polícia Militar e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

 

 

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram contingenciados 24,84% do seu orçamento. Em Mato Grosso, houve retenção de R$ 31,8 milhões do orçamento do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Já a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu R$ 34 milhões.

 

 

Com palavras de ordem como “Bolsonaro, fala a verdade, a Educação nunca foi prioridade”, os manifestantes deixaram a praça e percorreram toda Avenida Getúlio Vargas, passando pela Isaac Póvoas e posteriormente retornaram para a Praça Alencastro. 

O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, esteve presente na caminhada e criticou o corte na Educação. De acordo com ele, a medida do Governo Federal irá mexer com a estrutura brasileira.

 

“É um desmonte total para a educação pública. Mexe com a própria estrutura do Brasil em relação à pesquisa e extensão. Em todo e qualquer país desenvolvido do mundo, o pontapé inicial sempre foi incentivar e investir muito na pesquisa. Então, quando você adota uma política dessa aqui no Brasil, você vai contra toda política que os países desenvolvidos adotaram”, disse.

 

O coordenador-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMT, Wiliam Vieira, também lamentou a possibilidade da universidade fechar as portas e o contigenciamento dos R$ 34 milhões.

 

“Hoje a UFMT parou. Não teve aula, junto com os técnicos e professores. Porque agora isso está mexendo com a nossa vida. Não é só mais um restaurante universitário, que é pelo que a gente lutou algum tempo atrás. Agora é pela manutenção das portas abertas da universidade. Eu acho que hoje trouxemos comoção, trouxemos revolta e indignação. Agora, a gente está presente na luta”, afirmou William.

 

Diversos alunos e docentes do IFMT também estiveram presentes no ato.

 

 

“Eu estou aqui representando toda população. Nós somos professores, não somos técnicos. Somos a população que precisa de uma educação pública de qualidade. O IFMT está aqui em peso. Nós estamos aqui para lutar”, disse Adriana Rocha, representante do IFMT.

 

MidiaNews.

 

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