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Cargos em empresas extintas aumentam salários de 8 secretários
21/10/2019 08:12 em Politíca

Cargo nos conselhos de empresas extintas ou em vias de extinção aumentaram a remuneração de oito secretários de Estado em Mato Grosso em até R$ 9,2 mil entre fevereiro e setembro 2019. Os valores são variáveis, pagos de acordo com o comparecimento dos conselheiros em reuniões ordinárias e extraordinárias das empresas.

 

Levantamento feito pelo RDNews junto ao Portal Transparência mostra que os secretários vêm recebendo pagamentos por cargos na Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa), na Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat), na Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) e na Empresa Mato-grossense de Tecnologia de Informação (MTI). Outras verbas indenizatórias pagas aos secretários, como diárias, foram excluídas do levantamento - veja detalhes no quadro.

 
 

 

 

Em 2000, a Sanemat deixou de operar os serviços de saneamento e esgoto no Estado, repassando a responsabilidade para os municípios. Os conselhos administrativo e fiscal servem para gerir as dívidas deixadas pela empresa extinta, entre outros passivos.

 

O governador Mauro Mendes (DEM) determinou a extinção da Ceasa em abril deste ano, com prazo para liquidação que se encerra em outubro. Já a Metamat e a MTI estão incluídas no projeto de reforma administrativa de Mauro, aprovado pela Assembleia em janeiro. Se não comprovarem sua viabilidade financeira, também devem ser extintas.

 

O secretário-chefe do Gabinete de Governo, Alberto Machado, conhecido como Beto Dois a Um (DEM), esteve no conselho da Sanemat entre fevereiro e setembro, e na Ceasa de abril a setembro deste ano. Entre R$ 3 mil e R$ 4,8 mil foram pagos ao secretário mensalmente pelas participações em reuniões da empresa.

 

Além de Beto, o secretário de Estado de Cultura, Allan Kardec (PDT), o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nilton Borgato (PP), o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o secretário de estado de Fazenda, Rogério Gallo, e o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, estiveram em cargos das empresas citadas em todo o período pesquisado.

 

Gallo recebeu o maior pagamento, de R$ 9,2 mil pela função no conselho da MTI em março. Ele esteve nesse cargo nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e agosto. Além da MTI, Gallo também recebeu pelo conselho da Metamat em 2019, nos meses de março, abril, maio, junho e agosto.

 

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, esteve no da Sanecap nos meses de abril, maio, julho, agosto e setembro. Ele também tem cargo na Metamat, de onde recebeu pagamentos entre março e setembro, com exceção de julho. De R$ 3 mil a R$ 6 mil foram pagos a Gilberto pelo comparecimento nas reuniões de cada uma das empresas.

 

Já o ex-deputado Silvano Amaral (MDB), atualmente responsável pela Agricultura Familiar, tem cargo na Metamat. A partir de maio, o Portal Transparência mostra pagamentos entre R$ 1,5 mil e R$ 3,1 mil pela participação dele.

 

RdNews.

 

O salário-base dos secretários é de R$ 18,2 mil. A exceção é o responsável pelo Desenvolvimento Econômico, que recebe R$ 6,3 mil mensais. Rogério Gallo é procurador do Estado e optou pela remuneração de R$ 33 mil do cargo pelo qual é concursado. Já Allan Kardec é deputado estadual, eleito em 2018, e abriu mão do salário de secretário para receber R$ 29,4 mil da Assembleia.

 

Em fevereiro Beto Dois a Um ainda recebia indenizações trabalhistas da Assembleia, tendo recebido R$ 3,3 mil naquele mês, sem salário registrado no Executivo. Depois, passou a receber o salário de secretário.

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