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Todos os envolvidos foram soltos nesta quinta
25/10/2019 10:04 em Politíca

Todos os envolvidos foram soltos nesta quinta.

governador Mauro Mendes (DEM) cobrou duramente o comando da polícia de Mato Grosso que, ao prender o empresário Valdir Piran durante a operação Quadro Negro, expôs as imagens da ação, que foram amplamente divulgadas na internet.

A exposição negativa de um investigado viola o direito de imagem do preso, previsto no artigo 5º da constituição. Fotos e vídeos mostravam o empresário sem camisa, com as calças desabotoadas logo pela manhã. Embora seja acusado de participação em desvio de R$ 10 milhões, o empresário mantém todos os outros direitos.

Mendes foi duro com o comando da polícia. Para ele, o responsável pelo vazamento das imagens deve ser responsabilizado e punido. “Isso não deveria e não deve acontecer. As pessoas podem cometer algum tipo de erro. Elas estão sendo investigadas, estão sendo tratadas diante de um processo judicial, mas o poder público não pode expor ninguém sob qualquer tipo de contexto. O cidadão está sendo investigado, terá o seu direito à defesa e ele tem que ser tratado com o devido respeito”, disse Mendes.

Recado extrapolou o executivo

Embora a defesa de Mendes em relação ao empresário não tenha conotação jurídica, a coincidência é que ele foi solto ainda ontem.

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou a prisão do empresário Valdir Piran, do ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e outros 3 acusados de desvios milionários.

Além de Piran e Francisvaldo, foram alvos da operação o ex-presidentes do Cepromat Wilson Celso Teixeira, o Dentinho, Djalma Soares, Weydson Soares Fonteles e Edevamilton de Lima Oliveira. Todos também foram soltos.

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