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Filho de Silval e ex-secretário delatam esquema de propina com empresa de sobrinho de deputado
27/11/2019 08:14 em Politíca

O Ministério Público Estadual moveu uma ação civil pública por improbidade administrativa contra cinco políticos e a empresa Sal Locadora de Veículos por um esquema de superfaturamento e propina para manutenção de contrratos de aluguel de carros do Detran-MT e pede o ressarcimento de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.

Foram processados Rodrigo da Cunha Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário de Administração, Pedro Elias Domingos Neto, os ex-presidentes do Detran-MT, Teodoro Lopes, o "Dóia" e Giancarlo Castrillon e o empresário Alexsandro Botelho, dono da Sal Locadora e sobrinho do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (PSB).

A ação foi protocolada nesta segunda-feira (25) pelo promotor Arnaldo Justino, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de Cuiabá e foi instaurada a partir de colaboração premiada de Rodrigo Barbosa e Pedro Elias. - CONFIRA A ÍNTEGRA DA AÇÃO AO FINAL DA REPORTAGEM

Segundo o MP, o dono da Sal pagou propoina a Rodrigo Barbosa e Pedro Elias para que mantivessem a regularidade de pagamentos de um contrato de 2011. O contrato foi objeto de investigação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que constatou um superfaturamento de R$ 86 mil nos contratos assinados e aditivados pelos ex-presidentes do Detran.

"Na condição de Secretário de Administração do Estado de Mato Grosso, RODRIGO BARBOSA combinou com PEDRO ELIAS, que este pediria propina, equivalente a 10% de cada pagamento realizado pelo Estado de Mato Grosso, para a SAL LOCADORA, de ALEXSANDRO, com a promessa de que PEDRO ELIAS, como recompensa àquela empresa, cuidaria para que não atrasassem os pagamentos destinados aos serviços de locação de veículos, relativos aos a todos os contratos que a SAL LOCADORA mantinha com o Estado de Mato Grosso, incluindo o Contrato nº 058/2011 DETRAN-MT", afirmou o promotor, na ação.

Com a negociata, o MP descobriu que o governo de Mato Grosso pagou entre julho de 2011 e setembro de 2012 o montante de  R$ 6.477.104,84 à empresa.

Sobrinho de Botelho entregava propina

Segundo a colaboração, a propina do contrato era entregue por Alexsandro Botelho em sacolas a Pedro Elias ou a Rodrigo Barbodsa.

"Os valores recebidos a cada vez, variava conforme o valor pago à empresa pelos serviços, e todas as vezes que a SAL LOCADORA recebia, seu sócioadministrador, ALEXANDRO BOTELHO, entregava em espécie, a vantagem indevida de 10% a PEDRO ELIAS para que fossem entregues a RODRIGO BARBOSA. (...) Quando Pedro recebia o dinheiro de ALEXSANDRO, como era sempre em espécie, que colocava em uma sacola ou mochila e ia na residência de RODRIGO para efetuar a entrega dos valores indevidos recolhidos, às vezes entregue-lhe no estacionamento do prédio, outras vezes no próprio apartamento", diz outro trecho da ação.

Pedido de liminar

Na ação, o MP também pede a indisponibilidade de bens da Sal Locadora no valor de R$ 1.707.767,78, de Teodoro Lopes, no valor de R$  412.347,08, e de Giancarlo Castrillon, no valor de R$ R$281.145,74.

Além do ressarcimento, o promotor ainda pede no mérito que sejam aplicadas a todos as penalidades da lei de improbidade administrativa como a perda da função pública e dos direitos políticos e a impossibilidade de se contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais.

Integra da ação 

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