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Denúncia anônima aponta fraude na contratação de professores pela Seduc
11/02/2020 10:19 em Educação

Seduc afirma estar investigando certificados falsos.

ma denúncia anônima registrada na Ouvidoria à Assessoria Pedagógica do município de Sinop, vinculada à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), apontou fraude no processo seletivo para a contratação de professores temporários nas unidades escolares da rede estadual de ensino no ano letivo de 2020. A Polícia Civil, com ajuda da Seduc, está apurando a falsificação de certificados apresentados por alguns candidatos a professores que foram selecionados.

Segundo o edital, um dos critérios para a seleção dos professores aprovados são os títulos referentes a escolaridade e aperfeiçoamento profissional. Juntamente com o diploma de formação docente, o candidato deveria encaminhar os certificados para participar da pontuação, e caso necessário, seria realizado o desempate entre concorrentes.

Conforme o assessor pedagógico da Seduc em Sinop, Wagner Batista, como muitos dos candidatos não participaram de eventos pedagógicos, que somam horas, eles acabaram falsificando os certificados.

Primeiro o candidato deve se inscrever na página da Seduc, e depois a avaliação da documentação é feita na secretaria das escolas onde inscreveu.

O Processo Seletivo Simplificado (PSS) foi lançado em novembro passado pela Seduc, para a seleção e formação de cadastro, visando suprir a contratação temporária de pessoal nas unidades escolares da rede estadual nas funções de Professor, Técnico Administrativo Educacional (TAE) e Apoio Administrativo Educacional (AAE), em conformidade com os demais atos normativos que regem o Processo de Atribuição Seduc (PAS).

Batista conta que há indícios claros de falsificação em muitos documentos e praticamente todos os certificados. No entanto, mesmo os falsos, foram validados, cujos nomes chegaram a serem divulgados em edital, para as aulas já atribuídas, onde seriam contratados e partir desta segunda-feira (10).

De acordo com assessor pedagógico da Seduc, a fraude pôde ser comprovada ao se observar o certificado válido e o adulterado, onde continha, por exemplo, erros gráficos e de português, formatação do certificado diferente do original, bem como o tamanho da fonte.

“Quando a gente consulta a autenticidade, muitas vezes o que apresenta na tela de autenticação não diz respeito aquilo que está contido no papel que nos é apresentado, como por exemplo, o nome do cursista não é o mesmo, o nome do curso não é o mesmo, a quantidade de horas e assim por diante”, complementa.

O início do ano letivo está marcado para o dia 23 de março, porém, a Seduc lançou uma nota dizendo que “nos casos de fraude nos certificados detectados nos sites das instituições que emitiram, as fichas do Processo de Atribuição Simplificado foram inativadas para o ano letivo de 2020”.

“Os casos em fase de investigação, foram retiradas a pontuação referente aos certificados. A Seduc fez uma consulta às instituições que expediram os documentos e aguarda resposta. Caso sejam confirmadas as suspeitas de fraude, as fichas também serão inativadas. A Seduc reitera que em nenhum momento cogitou validar as fichas do Processo de Atribuição Simplificado que apresentassem fraudes”, segue a nota.

A assessoria de imprensa da Seduc não soube informar, à reportagem do Muvuca Popular, quantas pessoas estão suspensas para investigação.

Conforme a nota, o caso também será investigado na esfera criminal e os envolvidos poderão ser denunciados por uso de documento falso e falsificação de documento público. 

Muvuca Popular.

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