Ronnie Lessa e Élcio Queiroz vão a júri popular pela morte de Marielle e Anderson
11/03/2020 10:52 em Geral

Justiça do Rio de Janeiro anunciou a decisão nesta terça-feira (10), às vésperas da data em que o crime completa 2 anos.

O PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira irão a júri popular pela acusação de assassinato da vereadora do Rio de Janeiro (RJ) Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

O modo do julgamento foi determinado nesta terça-feira (10) pela Justiça do Rio de Janeiro, às vésperas de completar dois anos do crime que matou Marielle e Anderson, no dia 14 de março de 2018.

"O embate entre a tese ministerial [do Ministério Público do Rio de Janeiro] e as defensivas deve ser decidido pelo Tribunal Popular", escreveu o juiz Gustavo Gomes Kalil.

O advogado de defesa de Élcio de Queiroz, Henrique Telles, prometeu, em entrevista ao portal G1, recorrer da decisão. "Eu e o meu grupo de advogados, estamos analisando, examinando [a sentença]. A nossa contrariedade é com a pronúncia. Não há prova contra o meu cliente."

Quem são os acusados?

Ronnie Lessa morava, à época do crime, no mesmo condomínio que Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca. O ex-PM passou pela Polícia Civil e também integrou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e ficou conhecido por executar crimes de mando e pela eficiência e frieza em puxar o gatilho.

Em 1998, Lessa recebeu uma homenagem na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A mostra de admiração foi concedida pelo ex-deputado Pedro Fernandes Filho, já falecido, e avô de Pedro Fernandes Neto (PDT), atualmente secretário de Educação do governador Wilson Witzel (PSC). O autor da moção também é pai da vereadora Rosa Fernandes (MDB).

::Suspeito da morte de Marielle pediu para ir à casa de Bolsonaro horas antes do crime::

Segundo registros, ele seria homenageado “pela maneira profissional como vem pautando sua vida profissional como policial militar”.

Lessa foi afastado da polícia após um atentado a bomba que sofreu no Rio de Janeiro, há 10 anos. De acordo com a investigação na época, a motivação para o ataque teria sido uma briga entre facções criminosas.

A explosão ocorreu quando o policial passava com o seu carro blindado, uma picape Hilux prata, pela rua Mirinduba, a poucos metros do 9ª BPM, que fica em Rocha Miranda, zona norte carioca.

Já Elcio Queiroz, acusado de dirigir o Cobalt utilizado na ação que matou Marielle e Anderson, foi expulso da PM em 2016 por fazer segurança ilegal em uma casa de jogos de azar no Rio.

Edição: Rodrigo Chagas - Brasil de Fato

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